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“DERRETER” propõe encontro sensível ao refletir sobre afetividade de corpos negros no Recife

Espetáculo convida o público a mergulhar em narrativas sobre amor, fragilidade e ancestralidade, com apresentações gratuitas 


A cena teatral pernambucana recebe, em abril, o espetáculo “DERRETER”, obra que se constrói como um convite ao encontro e à reflexão sobre as afetividades destinadas aos corpos negros e racializados. 


O espetáculo, idealizado pelos dramaturgos Erique Nascimento e Nobreza, tem apresentações marcadas para esta quinta (9) e sexta-feira (10), no Teatro Hermilo Borba Filho, localizado no Cais do Apolo, 142, na área central do Recife, e nos dias 16 e 17 de abril, no Teatro Capiba, no Sesc Casa Amarela, na Zona Norte da cidade, sempre às 19h30.


Os ingressos para conferir “DERRETER” são gratuitos, o que reforça o convite para que o público compartilhe esse encontro coletivo e sensível.


Ensaio da apresentação "DERRETER". Imagem: Divulgação da Equipe
Ensaio da apresentação "DERRETER". Imagem: Divulgação da Equipe

Em conversa com a Manguetown Revista, Erique Nascimento (que dirige o espetáculo ao lado de Kennyo Severa) destacou que a proposta nasce de um desejo de provocar diálogos sensíveis e urgentes a partir de experiências múltiplas.


“O espetáculo ‘DERRETER’ surge com a proposta de pensar, de refletir, analisar e imergir sobre a afetividade destinada aos corpos negros e racializados. Então, dessa temática o encontro já move muitas reflexões”, explica. 

Segundo ele, a dramaturgia atravessa diferentes dimensões das relações humanas, abordando afetividades familiares, amorosas, de amizade e o amor próprio. “Diversas histórias com pontos de vista diferentes são trazidas à tona, fazendo com que o público possa se identificar, refletir e questionar junto a essas narrativas”, completa.


A obra também se estrutura a partir de uma perspectiva que atravessa corpo, tempo e matéria, elementos centrais na construção dramatúrgica e estética do espetáculo. Para Erique, discutir a afetividade negra exige um olhar que ultrapasse o presente e dialogue com camadas históricas profundas.


“A gente não está falando apenas de uma realidade atual. Estamos dialogando com realidades que perpassam tempos e tempos, desde os nossos ancestrais. Essas reflexões sobre os afetos, sobre os amores, sobre o carinho e o dengo já eram uma demanda a ser repensada”, afirma. 

Nesse sentido, “DERRETER” se coloca como um espaço de investigação. “Que tipo de afetividade está sendo ensinada, construída e vivenciada pelas comunidades negras?", refletiu o dramaturgo.


Entre tensões, deslocamentos e afetos, o espetáculo propõe um mergulho nas fragilidades e potências que atravessam essas vivências. O projeto aponta para a possibilidade de construção de relações mais verdadeiras, onde amar, ser amado e sentir-se vulnerável também sejam experiências possíveis.





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