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1º Festival de Jornalismo Manguetown desmistifica a técnica fotográfica e foca no olhar do profissional

há 5 horas
3 min de leitura

Com foco na troca de experiências, a oficina de fotografia uniu teoria e prática, respondendo perguntas sobre a rotina da cobertura fotográfica


Dando sequência à programação do 1º Festival de Jornalismo da Manguetown Revista, a terceira atividade do dia trouxe a mesa de fotojornalismo. O painel teve a presença de Antônia Di Guimarães e Gabriely Calado, fotógrafas do veículo, e da editora Eduarda Silva. As três guiaram o encontro focando tanto no manuseio técnico dos equipamentos quantona vivência diária das pautas de quem cobre a cultura no estado.


Festival de Jornalismo da Manguetown Revista. Imagem: Rarynne Barros/ Manguetown Revista
Festival de Jornalismo da Manguetown Revista. Imagem: Rarynne Barros/ Manguetown Revista

Durante a oficina, foi levantado o questionamento de como uma história pode ser contada através da fotografia e como essas imagens contam uma trajetoria e uma narrativa na cobertura cultural de artistas dentro da Manguetown.


“É muito importante conhecer e colocar em prática conceitos referentes a fotografia, não apenas para a produção de imagens tecnicamente "corretas", mas para a captura de registros que conseguem transmitir a mensagem que você quer passar para o mundo e sua própria identidade como fotógrafo”, disse Gabriely em sua perspectiva sobre o impacto fotografico na prática.

A conversa começou com uma premissa clara, “Quem faz a foto é o fotógrafo e não a câmera”. A partir dessa ideia, utilizaram recursos visuais para complementar a discussão, mostrando que a fotografia não é um registro neutro. Articulando teoria e prática, as fotógrafas escolheram por diluir os princípios básicos da imagem e as regras de composição de forma dinâmica, envolvendo o assunto e respondendo às dúvidas que surgiam.


Durante o espaço aberto para as perguntas, a primeira feita foi sobre a dificuldade de configurar a câmera manualmente (especificamente o obturador) e qual seria um ajuste coringa para iniciar os trabalhos. Em resposta, Antônia dividiu um pouco de sua rotina com o triângulo de exposição: “costumo chegar um pouco antes aos eventos para ligar a câmera e testar a luz do ambiente. O ideal é mexer primeiro na velocidade do obturador, depois no diafragma, deixando o ISO como o último a ser configurada”. Também sugeriu o ISO 800 como um ponto de partida versátil, podendo subir para 1600 ou até 2400 em ambientes muito escuros.


Festival de Jornalismo da Manguetown Revista. Imagem: Rarynne Barros/ Manguetown Revista
Festival de Jornalismo da Manguetown Revista. Imagem: Rarynne Barros/ Manguetown Revista

Na sequência, a segunda pergunta abordou os desafios de fotografar eventos com muita ação e pessoas em movimento, além de pedir dicas de câmeras para iniciantes. Trocando experiências sobre equipamentos que podem agregar na prática profissional, elas indicaram o modelo semiprofissional Canon T6 Rebel.


Aproveitando o gancho do movimento, foi entregue um pequeno manual do fotografo produzido para quem participou da oficina pudesse ter um livreto de bolso com as tecnicas de fácil acesso caso surgisse alguma dúvida posterior.


Ao fim da oficina, Antônia comentou sobre o desafio inicial de falar da técnica fotográfica de forma didática para jornalistas e como a experiência se transformou em algo gratificante:


“Admito que foi desafiador no início, não sabíamos muito bem como transformar a nossa didática em algo bem acessível e fácil de se entender. Mas depois de muito estudo, conseguimos desenvolver algo que no final se transformou em um evento lindo e muito legal”, finalizou dizendo que ficou muito grata e com a sensação de missão cumprida depois dos elogios dos participantes.

A terceira mesa do 1º Festival de Jornalismo da Manguetown Revista finalizou a conversa dando sequência ao último debate que viria a seguir. A mesa "Entre Fatos e Histórias: Os Caminhos do Jornalismo Literário Pernambucano" encerrou a programação do dia com a presença de Márcio Bastos, Jadeanny Arruda e Guilherme dos Santos.


Festival de Jornalismo da Manguetown Revista pelas lentes de Rarynne Barros



Texto escrito por Caio Moraes, repórter da Manguetown Revista.

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