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Cinema da Fundação revisita clássicos do audiovisual pernambucano em mostra comemorativa

Programação reúne quatro filmes que marcaram diferentes momentos do cinema de Pernambuco e retorna às telonas do Recife entre 13 e 19 de agosto


Clássicos que ajudaram a escrever a história do cinema pernambucano voltam às telonas do Recife. Fotos: Reprodução.
Clássicos que ajudaram a escrever a história do cinema pernambucano voltam às telonas do Recife. Fotos: Reprodução.

Pernambuco volta a se encontrar com parte de sua própria história nas telas do Cinema da Fundação. Entre os dias 13 e 19 de agosto, o equipamento cultural da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebe a Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano (Aniversários de Décadas), iniciativa da distribuidora Imovision que acontece simultaneamente em diferentes cidades do país.


No Recife, a programação reúne quatro obras fundamentais para compreender a força e a diversidade do cinema produzido no estado: Baile Perfumado (1996), de Lírio Ferreira; Baixio das Bestas (2006), de Cláudio Assis; Cinema, Aspirinas e Urubus (2006), de Marcelo Gomes; e Boi Neon (2015), de Gabriel Mascaro.


A mostra propõe um reencontro com diferentes formas de contar Pernambuco, são obras que exploram paisagens, personagens, conflitos e imaginários locais ao mesmo tempo em que tensionam questões sociais e políticas que ultrapassam as fronteiras do estado.


O retorno desses filmes à grande tela também representa uma oportunidade para que novas gerações conheçam produções que ajudaram a consolidar Pernambuco como um dos territórios mais inventivos do audiovisual brasileiro. 


Ao colocar novamente esses filmes em circulação, a mostra reafirma o cinema como espaço de memória e também de transformação, histórias que já fazem parte do imaginário pernambucano podem ganhar novos sentidos e encontrar espectadores que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-las.


Durante uma semana, o Cinema da Fundação transforma sua programação em uma espécie de encontro entre diferentes tempos do cinema pernambucano. Um convite para rever, descobrir e reconhecer nas telas parte da identidade de um estado que há décadas faz do audiovisual uma de suas formas mais potentes de narrar a si mesmo.


Confira as sinopses das obras:


30 ANOS — Baile Perfumado (1996)

Direção: Lírio Ferreira e Paulo Caldas

Sinopse: Amigo íntimo do Padre Cícero, o mascate libanês Benjamin Abrahão decide filmar Lampião e todo o seu bando, pois acredita que este registro o deixará muito rico. Após contatos iniciais, ele conversa diretamente com o famoso cangaceiro e expõe sua ideia, mas os sonhos do mascate são prejudicados pelo avanço da ditadura do Estado Novo. Marco fundamental do movimento Udigrudi e da retomada do cinema pernambucano nos anos 1990.


20 ANOS — Baixio das Bestas (2006)

Direção: Cláudio Assis

Sinopse: O drama cru de Auxiliadora, uma adolescente explorada sexualmente pelo próprio avô, que a expõe nua para uma plateia de caminhoneiros na Zona da Mata norte. Enquanto isso, o jovem Cícero nutre por ela uma paixão protetora. Um retrato denso e provocador que gerou intensos debates na época de seu lançamento e venceu o Festival de Brasília.


20 ANOS — Cinema, Aspirinas e Urubus (2006)

Direção: Marcelo Gomes

Sinopse: Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos opostos se encontram. Um deles é Johann (Peter Ketnath), um alemão fugido da Segunda Guerra Mundial que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior. O outro é Ranulpho (João Miguel), um sertanejo simples que, após pegar uma carona, passa a trabalhar como seu ajudante. Exibindo filmes promocionais do remédio para populações que nunca tinham visto cinema, surge entre eles uma marcante amizade.


Reconhecimento: Seleção oficial Un Certain Regard no Festival de Cannes 2005 e eleito um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).


10 ANOS — Boi Neon (2015/2016)

Direção: Gabriel Mascaro

Sinopse: Nos bastidores das vaquejadas no Agreste, Iremar e um grupo de vaqueiros preparam os bois antes de soltá-los na arena. O caminhão que transporta os animais é também a casa improvisada onde ele convive com Zé, Negão, Galega e a pequena Cacá. Apesar do cotidiano visceral, novas ambições despertam em Iremar a partir do crescimento da indústria têxtil e do polo de confecção de roupas da região.


Reconhecimento: Menção Honrosa no Festival de Toronto, Prêmio Especial do Júri na Mostra Horizontes do Festival de Veneza, Prêmio da Crítica em Hamburgo e consagrado no Festival do Rio (Melhor Filme, Roteiro, Fotografia e Atriz Coadjuvante).


SERVIÇO

Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano (Aniversários de Décadas)

Data: 13 a 19 de agosto de 2026 (quinta a quarta-feira)

Em breve, mais informações sobre as salas de exibição, horários e venda de ingressos nas redes sociais e site oficial do Cinema da Fundação.


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