Da Zona da Mata para o mundo: Welane Lima leva performance sobre o corpo feminino queer ao Uruguai
A artista representa o interior de Pernambuco em um intercâmbio cultural na cidade de Montevidéu

Entre os dias 31 de outubro e 20 de novembro, a cidade de Montevidéu, no Uruguai, abre suas portas para a representação da cultura pernambucana. Diretamente de Vitória de Santo Antão, a atriz, diretora teatral, produtora cultural e arte-educadora Welane Lima atravessa fronteiras internacionais ao participar de um intercâmbio cultural neste mês de novembro.
Com a performance Amálgama, uma performance teatral sobre as vivências de um corpo feminino queer da Zona da Mata, Welane leva a arte do interior de Pernambuco ao Uruguai para expressar o corpo como ferramenta e linguagem política. Na criação de Welane, a mistura de diversos elementos se materializa reúne diferentes identidades e dimensões que coexistem no corpo, construindo uma existência múltipla mas, ao mesmo tempo, singular. A apresentação será realizada na Escuela Multidisciplinaria de Arte Dramático Margarita Xirgu (EMAD), abrindo espaço para trocas e formações culturais entre os artistas.
Através de recursos da Lei Aldir Blanc, a artista promove a circulação da performance Amálgama, analisando as expressões e resistências dos corpos femininos queer. Além disso, a proposta do intercâmbio é, ao mesmo tempo, levar a arte produzida em Vitória de Santo Antão para o cenário internacional e trazer novos repertórios para sua trajetória na arte. Durante o período em Montevidéu, Welane desenvolverá atividades junto à EMAD, instituição reconhecida por sua atuação no ensino e na pesquisa das artes cênicas, dedicadas a atividades de formação e compartilhamento artístico.
Com o intercâmbio, a artista estabelece uma oportunidade de ampliar o alcance da produção cultural de Vitória de Santo Antão e da Zona da Mata pernambucana, reafirmando a potência das expressões artísticas que existem para além dos grandes centros culturais. A presença de Welane nesse espaço promove novas formas de se pensar, ensinar e produzir teatro e reafirma o corpo como território e resistência, demonstrando que a produção artística da Zona da Mata de Pernambuco tem potência e merece reconhecimento.
.png)




Comentários