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Documentário pernambucano “Guerreiros Plantados” é exibido em festival internacional de cinema ambiental em Portugal

há 5 horas
2 min de leitura

Selecionado para o CineEco Seia, filme sobre a resistência do povo indígena Pankará, no Sertão pernambucano, participa de festival que segue até sábado (17)


A resistência do povo indígena Pankará de Serrote dos Campos, no Sertão de Pernambuco, ganha projeção internacional com o documentário "Guerreiros Plantados", selecionado para a 32ª edição do CineEco Seia, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, em Portugal. O evento está acontecendo e segue até sábado (17), reunindo produções que abordam questões ambientais contemporâneas.


Cena do documentário “Guerreiros Plantados”. Imagem: Divulgação
Cena do documentário “Guerreiros Plantados”. Imagem: Divulgação

Dirigido e roteirizado por José Carbonel e Rui Mendonça, o filme acompanha a trajetória do povo Pankará após parte de seu território ser inundada pela construção da Barragem de Itaparica. A obra retrata o retorno à caatinga e a luta pela retomada das terras ancestrais, destacando a reconstrução dos vínculos comunitários e culturais interrompidos pelo deslocamento.


Um dos eixos centrais da narrativa é o Rio Opará, nome indígena do Rio São Francisco, cuja relação com a memória, a espiritualidade e a ancestralidade do povo Pankará ganha destaque na trajetória da Cacica Lucélia. O documentário também aborda conflitos territoriais, exploração mineral e preocupações da comunidade diante dos planos de implantação da Central Nuclear do Nordeste na região.


Produzido em Itacuruba, Sertão do São Francisco, e finalizado em 2025, "Guerreiros Plantados" conquistou o prêmio de Melhor Roteiro na primeira edição do Festival Internacional de Filmes de Médias-Metragens (FIM.ME). Antes de chegar ao circuito de festivais, a produção teve sua primeira exibição pública em maio de 2026, na Escola Estadual Indígena Josefa Alice da Conceição, na Aldeia Serrote dos Campos, território do povo Pankará.



A participação no festival português amplia a circulação de uma história que conecta a luta indígena brasileira a debates internacionais sobre preservação ambiental, acesso à água e direitos dos povos originários. Ao colocar as vozes e experiências dos Pankará no centro da narrativa, o filme reafirma o cinema como ferramenta de memória, escuta e resistência.



 
 
 

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