Após uma década fechado, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco prevê reabertura para junho
- Isabelle Annes

- há 1 dia
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Depois de uma longa restauração, museu deve ser reaberto para integrar o circuito cultural pernambucano

No coração do Sítio Histórico de Olinda, um dos espaços culturais mais marcantes do estado se aproxima de uma nova fase. O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), fechado há 10 anos, avança nas etapas finais de sua requalificação e tem reabertura prevista para junho, reacendendo expectativas na cena artística pernambucana.
A informação foi confirmada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que gere o local. De acordo com a pasta, a obra de requalificação já se encontra em estágio avançado. As intervenções estruturais mais robustas, como a consolidação da edificação e a recuperação da cobertura, já foram concluídas. O projeto segue agora para a fase de acabamentos, instalações e adequações técnicas.
Inaugurado em 23 de dezembro de 1966, o museu nasceu a partir da doação de parte da coleção de Assis Chateaubriand ao Estado. Desde então, tornou-se um dos principais acervos de arte moderna e contemporânea do país, reunindo mais de quatro mil obras que atravessam diversas épocas, estilos e técnicas e abrigando trabalhos de nomes como Candido Portinari, Cícero Dias, Di Cavalcanti e Francisco Brennand.
Instalado em um edifício datado de 1765 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o espaço originalmente funcionava como Cadeia Pública de Olinda e Casa de Câmara. Além disso, durante o período da Inquisição, o prédio foi utilizado como prisão eclesiástica, sendo um raro registro da história do Brasil. Hoje, integra a rede da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e compõe um complexo cultural que inclui a Capela de São Pedro Advíncula, a Praça Assis Chateaubriand, a Casa da Reserva Técnica e a Galeria Tereza Costa Rêgo, voltada a exposições temporárias.
O conjunto reforça a importância do museu como guardião da memória artística nacional e regional.
Restauração do patrimônio

O processo de restauração busca mesclar a preservação do patrimônio histórico com a modernização da infraestrutura. Entre as ações realizadas estão a recuperação de elementos originais (telhados, pisos, forros, esquadrias e fachadas), além do reforço estrutural do edifício. Também foram implementados sistemas de climatização, iluminação expositiva, segurança e prevenção contra incêndios.
Outro destaque é a ampliação da acessibilidade, com a instalação de rampas, elevador, plataformas e banheiros adaptados. A área externa também passa por requalificação, com melhorias no paisagismo e reorganização dos espaços.
Expectativa de retomada cultural
A reabertura do MAC-PE é vista como um marco para a cultura pernambucana. Mais do que devolver ao público um espaço expositivo, a iniciativa sinaliza uma política de valorização de patrimônios históricos e artísticos do estado.
A expectativa é que o museu seja reinserido no circuito cultural, com programação contínua, exposições e atividades educativas. Ao reabrir suas portas, o MAC-PE não apenas resgata sua própria história, mas reafirma a importância da arte como instrumento de memória, diálogo e identidade.
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