Filme pernambucano “A Margem do Rio” conquista cinco prêmios no Festival do Rio
Filme dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho aborda identidade, desejo e diversidade a partir dos manguezais do Recife
O cinema pernambucano conquistou destaque na 28ª edição do Festival do Rio com o filme "A Margem do Rio", dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho. A produção encerrou sua participação no evento com cinco prêmios, incluindo o de Melhor Longa-Metragem de Ficção e o Prêmio Felix de Melhor Filme Brasileiro. A cerimônia de encerramento foi realizada no domingo (11), no Cine Odeon, no Rio de Janeiro.

Entre os reconhecimentos está o Troféu Redentor de Melhor Atriz Coadjuvante, concedido coletivamente a Renna Costa, Artia e Ísis Broken pelas atuações no suspense. O longa também venceu nas categorias de Melhor Fotografia, pelo trabalho de Luciana Baseggio, e Melhor Som, assinado por Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura.
A história acompanha Izaquiel, interpretado por Caique Copque, um jovem que trabalha como auxiliar de serviços gerais no Recife e busca encontros secretos no mangue durante a noite. Sua trajetória muda após conhecer Jeremias, um pescador interpretado por Ítalo Martins. Em meio a uma ameaça marcada pela violência, os personagens se envolvem em uma jornada pelas profundezas do manguezal, cenário central da narrativa.
Primeiro longa-metragem de Matheus Farias e Enock Carvalho, "A Margem do Rio" aborda temas como identidade, religiosidade, desejo e diversidade, tendo o Recife e seus territórios naturais como parte fundamental da construção cinematográfica.
Após a estreia mundial no Festival de Locarno, na Suíça, onde recebeu o Prêmio Especial do Júri, a produção segue sua circulação internacional, com participações previstas no Festival de Chicago e no NewFest, em Nova York. No Brasil, o filme também está previsto na programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 7 de janeiro de 2027, com distribuição da Vitrine Filmes. A conquista no Festival do Rio reforça a presença do audiovisual pernambucano no circuito nacional e internacional, ampliando a visibilidade de produções que exploram as identidades e as experiências LGBTQIAPN+ no cinema brasileiro.
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